terça-feira, 1 de julho de 2008

A vida de David Gale

Este filme mostra a vida de David Gale, que é um professor de filosofia que luta pela seguinte causa: proibir a pena de morte.
No desenrolar do filme ele e seus companheiros de luta de causa tramam tamanha cena que prova como é arriscado se julgar alguém à morte podendo-se cometer injustiças. Para essa farça se concretizar eles chegam ao extremo de acabar com a vida de dois dos manifestantes. Uma amiga dele e ele próprio que foi acusado e condenado pela morte da parceira mesmo sendo inocente. Sendo a sua pena de morte a maior cartada desses manifestantes para provar como o sistema era falho.
A Amiga dele se submeteu ao suicídio, pois já estava em fase terminal de leucemia. Já Gale aceitou a própria morte pela pena, pois estava com a vida sem sentido após uma armação de uma aluna contra ele que o incriminou por estupro; após crises de alcoolismo que ele não conseguia superar; e o pior, a perda do filho, pois a mãe se separou dele e levou seu filho para longe, isolando-os.
Os manifestantes preparam toda a cena da morte da mulher como se fosse Gale o culpado e o julgamento foi todo baseado na armação deles. A repórter que acompanhou Gale e tinha a função de ouvi-lo antes da pena ser executada acabou “pescando” toda a armação ao escutar a versão dele, porém foi tudo muito bem planejado para que a pena fosse executada, pois quase mártir não comprovaria a falibilidade do sistema penal. A única intenção de Gale provando sua inocência para ela era a de que ela tornaria isso público, em especial para o filho que ele ainda amava muito mesmo afastado.

Gladiador

O filme relata a história do grande general Máximo, do exercito romano. O período em que ocorre a trama é o do Baixo Império Romano, o qual estava passando por uma crise devido às invasões bárbaras.
O filme transcorre no período de transição entre o imperador Marco Aurélio e seu filho Cômodo. Marco Aurélio era filósofo estóico e seu reinado foi marcado por diversos conflitos no oriente entre Roma e o reino da Pártia. Desses conflitos as legiões romanas saíram vitoriosas, mas trouxeram uma epidemia que dizimou a população do Império.
Desde a ascensão da Nerva em 96 d. C. até a morte de Marco Aurélio em 180, o Império Romano foi governado pelos “Cinco Bons Imperadores”. Durante esses governos, Roma alcançou o auge de seu poder e prosperidade e quase todos os seus povos foram beneficiados.
Os quatro imperadores que antecederam a Marco Aurélio não tinham filhos vivos, de modo que, para escolher seus sucessores, recorreram ao sistema de adoção, que se revelou muito eficaz. Já com a sucessão de Marco Aurélio hereditária, com Cômodo no poder, a pax romana teve sua era de felicidade acabada.
Máximo, que também viva a filosofia estóica, foi convidado por Marco Aurélio a assumir o poder, mas antes que isso ocorresse Cômodo causou a morte do pai, passando, assim, a ser o novo imperador de Roma.
O filme mostra a dura trajetória que o grande general enfrentou após rejeitar-se a servir o novo imperador. Escapou da morte, teve sua família assassinada e acabou como gladiador, tendo que lutar para se manter vivo e para agradar o povo.
Os combates entre gladiadores eram uma prática dentro da política do “pão e circo” que visava distrair a atenção do povo com jogos e massacres os distraindo dos problemas do governo.
O que impressiona no filme é como, apesar da profunda dor de perder a sua família, o ex-general que se torna gladiador, continua prezando pela virtude e vive uma vida de forma virtuosa, mesmo a situação em que acabou por causa das ações de Cômodo.

Filhos da esperança

Este filme conta a história de Théo Favon no ano de 2027. Nesta época as pessoas estão marcadas pela perda da esperança, pois, conta-se que as mulheres perderam a fertilidade e nenhum bebê nasce em 18 anos.
Para muitos a razão da existência perdeu sentido quando não se pode pensar em um futuro, numa continuidade. Até que uma mulher aparece grávida.
Este fato faz com que muitos retomem a esperança e passem a ver sentido na vida novamente.
A grande questão que o filme nos apresenta é que a vida só tem sentido se houver continuidade. Se analisarmos muitas crenças religiosas que existem hoje no mundo, constataremos que muitas delas falam de vida após a morte e de alguma forma o homem se sente amparado com isso.
Cabe então um questionamento. Qual será o real sentido da vida?
Esta pergunta é ignorada no mundo em que vivemos hoje, pois a atenção está voltada para a economia, para a tecnologia, política, lazer, religião etc. é como que se o homem priorizasse o efêmero e, somente numa situação como a que o filme nos apresenta, é que ele irá parar para pensar.
Se analisarmos o filme Gladiador com essa interrogativa é possível concluir que o que mais importa nessa vida é vivê-la de forma virtuosa, mesmo perante a adversidade.

Édipo Rei

O enigma: “Qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite”. É desvendado da seguinte maneira: “É o homem, pois, ao amanhecer é a criança engatinhando, entardecer é a fase adulta, que usamos ambas as pernas, e o anoitecer é a velhice quando se usa da bengala”.Foi esse o enigma desvelado por Édipo que o tornou conhecido como o grande desvelador de enigmas e famoso por sua grande inteligência. Após derrotar a esfinge, em seu caminho para sua terra natal ele acaba por matar seu próprio pai sem saber quem era, e casa-se com sua própria mãe, também sem saber.
Após todas essas ocorrências iniciais, a cidade deles é tomada por desgraças e acaba vindo a tona as profecias dos oráculos que foram proferidas na época do nascimento de Édipo. Eles fazem várias investigações, o que mostra como não é apenas a mitologia que é levada em conta nessa época das tragédias gregas em contraposição ao que era percebido nos poemas homéricos. E após essas investigações a culpa recai sobre Édipo, que ficou taxado como assassino do próprio pai e copulador com a mãe.
Tendo isso tirado a limpo, Jocasta, a mãe e esposa, se mata e Édipo recorre ao castigo de se cegar para sentir-se punido pelo que fez, mesmo sem ter a intenção foi ele o responsável pela morte da mãe, do pai e da desgraça que assolou a cidade.

Antígona

Essa tragédia escrita por Sófocles retrata a terceira etapa da saga de Édipo e sua família. Antígona é a filha de e Jocasta, a qual era esposa e mãe de Édipo; e Irma de Ismênia, Etéocles e Polinice.

Durante a primeira etapa da história, “Édipo Rei”, Antígona é a jovem filha presenciando a desgraça em que seu pai recaiu por levar em conta as profecias dos oráculos. Na segunda parte da historia, “Édipo em Colono”, ela aparece como guia para o pai cego e com ele continua até o momento da morte do velho. Já a terceira parte é chamada justamente de “Antígona”, e relata o retorno da heroína para Tebas.
No seu retorno ela tem que lutar contra o seu tio Creonte que era o novo rei Daquela terra, e ainda suportar o drama de quererem enterrar seu irmão Polinice sem as honras cabíveis, pois ele havia sido considerado traidor do rei. Nesse momento da tragédia resplandece toda a força de Antígona, pois ela é capaz de morrer para ver o irmão sepultado convenientemente. Chegou então ao extremo da própria morte para ver seus princípios valorizados e colocados em prática.
Enfim, percebe-se como a honra para com a família é colocada por ela acima de tudo, e acima inclusive das crenças da época, postando-a em conflito perante todos. O sentimento de amor perante a família é sempre colocado em foco, principalmente no trato que ela despeja para com o pai, de acompanhá-lo mesmo ele tendo cometido tamanha barbárie de cegar os olhos.

Odisséia

Na história retratada na Odisséia de Homero, pode-se observar a saga de Ulisses que passa dez anos pelo mundo com destino a Ítaca, depois da destruição de Tróia onde ele vivia.
A Odisséia teve significado muito importante entre os gregos, assim como os outros poemas de Homero que sempre recitavam histórias incríveis sobre monstros, heróis e seres mágicos, ela ajudou a moldar o espírito e a religião dos gregos. Séculos a fio, a juventude grega cresceu escutando e recitando seus poemas e admirando seus heróis, que lutavam pela honra e enfrentavam o sofrimento e a morte com coragem.
Nesta saga, muitas aventuras se desenrolaram e muitos personagens fantásticos, tais como monstros marinhos, sereias, ilhas flutuantes, gigantes e ervas milagrosas, nos são apresentadas de forma a influenciar muito a imaginação de todos que tomam contato com a história relatada.
Com as epopéias de Homero a Ilíada e a Odisséia, a obra de Homero é essencialmente uma expressão da imaginação poética e do pensamento mítico.
É possível dizer que este cenário mítico permitiu o surgimento da filosofia e o enfraquecimento da religião tradicional grega. Já que a primeira veio acompanhada de um espírito secular e racional.

Tróia


Este filme retrata a epopéia de Homero chamada Ilíada. Seu tema é a ira de Aquiles. Ao ter seu orgulho ferido pelo rei Agamenon, Aquiles recusa-se a guerrear ao lado dos outros soldados gregos. Posteriormente acaba indo à luta para construir um nome histórico, porém seu primo o segue e acaba em meio aos campos de batalha escondido de Aquiles que era muito protetor dele.
Numa batalha contra o príncipe troiano Heitor, o primo acaba morto e isso desperta em Aquiles uma ira contra os troianos, em especial contra Heitor e com isso ele passa a lutar com gana, pois encontra sentido na luta por seu sentimento de vingança.
O desenrolar do filme mostra de um lado a bravura de Aquiles e do outro a sua parte mesquinha humana. A grande trama circunda o fato de os gregos utilizarem-se de um artifício enganoso para penetrarem as muralhas de Tróia.
Eles construíram um cavalo de madeira enorme e esconderam dentro alguns guerreiros. Este foi colocado em frente aos portões de Tróia e aceito pelos troianos como um presente, os quais entenderam o cavalo como motivo de vitória sobre seus oponentes.
Contudo esta façanha ocasionou a infiltração dos gregos pelos portões de Tróia, a qual teve sua queda ocasionada por isso, pois ao estarem dentro da fortaleza troiana os gregos fizeram um ataque surpresa e fulminante.
Deste fato originou-se a expressão “presente de grego”, que remete a algo desagradável dado ao presenteado.